2020 acabou e os parlamentares ainda não derrubaram o veto presidencial ao auxílio pra saúde, uma indenização aos familiares dos profissionais de saúde mortos no combate à Covid-19.




Desde abril de 2020, estamos mobilizados para garantir uma indenização financeira para apoiar os dependentes dos profissionais de saúde, e atividades auxiliares, que morreram na linha de frente no combate a Covid-19. O Presidente Bolsonaro vetou o projeto 1826/20 com a justificativa de que estes recursos causariam um rombo nos cofres públicos, mas a real é que o impacto do auxílio é muito pequeno se comparado ao sacrifício destes profissionais. E detalhe: o Ministério da Saúde tem R$3,4 bilhões sem destinação para enfrentar o vírus.

Há estimativas que apontam que o Brasil está próximo de bater a marca de mil profissionais de saúde mortos pela Covid-19. As equipes de enfermagem - entre enfermeiros, técnicos e auxiliares - são as principais vítimas, com mais de 400 óbitos. Já entre médicos, as mortes chegam a quase 200. Além de estarem expostos a uma altíssima carga viral, que aumenta as chances de infecção, esses profissionais também têm que lidar com a incerteza sobre o sustento e futuro de suas famílias caso percam a vida no combate à pandemia. Para piorar, muitos deles não têm contratos formais de trabalho, deixando seus familiares ainda mais vulneráveis em caso de falecimento.

Na última sessão do Congresso em que os vetos deveriam ser discutidos, os parlamentares votaram apenas o orçamento de 2021, sem nenhuma palavra sobre os vetos. Seguiremos acompanhando a pauta em Brasília e lutando incansavelmente para que saia do papel o desejo de mais de 160 mil brasileiros que apoiam o auxílio para saúde.
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Dependentes de profissionais de saúde (veja aqui as categorias) e auxiliares de serviços gerais de unidades de saúde mortos por Covid-19 no combate à pandemia.



R$ 50mil reais por família + R$10mil reais por ano que faltar até os dependentes completarem 21 anos.


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